Novos tempos, novos documentos: prepare-se para mudanças fiscais!

Novos tempos, novos documentos: prepare-se para mudanças fiscais!

28 de janeiro de 2026 • 10 min de leitura

Sumário

    Sem tempo para ler? Ouça Agora! 

    Reforma Tributária entra na fase de testes em 2026

    Entre os dias 23 e 27 de janeiro de 2026, atualizações divulgadas por fontes oficiais do governo federal e por veículos de imprensa de referência, como a Agência Brasil, confirmaram que a Reforma Tributária entrou, de forma efetiva, em sua fase de testes. O período marca o início prático de um dos maiores processos de transformação do sistema tributário nacional nas últimas décadas.

    A etapa atual não envolve, ainda, a cobrança plena dos novos tributos, mas inaugura um momento decisivo de adaptação para empresas, contadores, desenvolvedores de sistemas e administrações tributárias.

    Linha do tempo das principais atualizações (23 a 27/01/2026)

    • 23 de janeiro – Início oficial do período de testes

    A partir de janeiro de 2026, teve início o período de testes do novo modelo de tributação sobre o consumo, baseado no chamado IVA Dual. Nesse modelo:

    • A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substitui tributos federais como PIS, Cofins e IPI;

    • O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) unifica ICMS (estadual) e ISS (municipal).

    Nesta fase, os tributos passam a ser destacados de forma informativa nos documentos fiscais, sem impacto financeiro imediato para os contribuintes. O objetivo central é permitir ajustes operacionais, testes de sistemas e alinhamento entre Fisco e setor produtivo.

    • 24 e 25 de janeiro – Atenção ao risco de insegurança jurídica

    Nos dias seguintes ao início da fase de testes, análises publicadas por veículos especializados chamaram atenção para um clima inicial de insegurança jurídica.

    Especialistas apontaram dúvidas relacionadas a:

    • Padronização de procedimentos entre estados e municípios;

    • Adequações nos sistemas de emissão de documentos fiscais;

    • Interpretação prática das regras transitórias.

    Esses alertas reforçam que, embora a fase de testes não gere cobrança imediata, a preparação técnica e estratégica já se tornou indispensável.

    • 26 de janeiro – Avanço técnico: publicação de cartilhas oficiais

    Como resposta à necessidade de orientação prática, o Comitê Gestor do IBS publicou novos materiais técnicos, incluindo uma cartilha de orientações sobre o Sistema de Apuração Assistida do IBS.

    O material tem como foco:

    • Apoiar contribuintes e profissionais da contabilidade;

    • Orientar equipes de tecnologia responsáveis por sistemas fiscais;

    • Reduzir dúvidas operacionais durante o período de testes.

    Esse movimento sinaliza uma atuação mais ativa do poder público no suporte à transição.

    • 27 de janeiro – Diagnóstico do mercado: empresas ainda despreparadas

    Levantamentos divulgados no período indicam que a maioria das empresas brasileiras ainda não está totalmente preparada para as mudanças trazidas pela Reforma Tributária.

    Os principais desafios identificados incluem:

    • Atualização de ERPs e sistemas fiscais;

    • Revisão de processos internos;

    • Capacitação de equipes contábeis e administrativas.

    O dado reforça o papel estratégico dos contadores como agentes de orientação, prevenção de riscos e planejamento tributário.

    O que muda, na prática, a partir de agora

    Embora 2026 seja um ano de testes, ele não deve ser tratado como um período passivo. Na prática:

    • Os novos tributos já fazem parte da rotina documental;

    • Falhas de adaptação podem gerar retrabalho e riscos futuros;

    • O acompanhamento das publicações oficiais passa a ser essencial.

    Mais do que uma mudança legislativa, a Reforma Tributária inaugura uma nova lógica de organização fiscal e contábil, que exigirá visão estratégica e atualização constante.

    A entrada da Reforma Tributária em sua fase de testes em 2026 marca o início de uma transição concreta e irreversível. Para contadores e empresas, o momento é de atenção, estudo e preparação, não apenas para cumprir novas obrigações, mas para assumir um papel mais consultivo e estratégico dentro das organizações.

    Os próximos meses serão decisivos para transformar a complexidade da mudança em vantagem competitiva e segurança fiscal.

    Por Vanessa Mandarano | Portal Educação