Panorama da Reforma Tributária: o que mudou até agora?

Panorama da Reforma Tributária: o que mudou até agora?

29 de janeiro de 2026 • 13 min de leitura

Sumário

    Conteúdo elaborado com base em fontes oficiais e comunicações institucionais do Governo Federal

    O que já mudou

    A Reforma Tributária sobre o Consumo foi aprovada e regulamentada no país, instituindo o novo modelo baseado no IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado), composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

    Foi definido um período de transição longo e gradual, com convivência entre o sistema atual e o novo modelo até 2033.

    Em 2026, iniciou-se a primeira fase de testes. A partir desse momento, IBS e CBS passam a constar nos documentos fiscais, ainda sem recolhimento efetivo.

    O novo sistema adota o princípio da não cumulatividade plena, com crédito financeiro ao longo da cadeia.

    A gestão do IBS será realizada por um Comitê Gestor nacional, com participação de estados e municípios.

    O que não mudou

    Não há cobrança efetiva de IBS e CBS em 2026. O período é destinado à adaptação de sistemas e processos.

    Não foi criado imposto sobre PIX ou movimentações financeiras, conforme esclarecimentos oficiais da Receita Federal.

    A carga tributária total por setor ainda não está definida e não existem alíquotas finais aplicáveis neste momento.

    O Simples Nacional e o MEI permanecem vigentes, sem extinção automática com a Reforma Tributária.

    O que ainda está em definição

    • Alíquotas de referência do IBS e da CBS
    • Regras operacionais de apuração, crédito, compensação e ressarcimento
    • Tratamento definitivo para regimes específicos, como Simples Nacional, MEI, Zona Franca de Manaus e setores com regimes diferenciados
    • Normas infralegais, manuais técnicos e orientações complementares a serem publicados pelo Ministério da Fazenda e administrações tributárias

    O que não muda agora

    A rotina tributária das empresas permanece majoritariamente inalterada em 2026, com foco em ajustes sistêmicos e adaptação de processos.

    Não há impacto financeiro imediato decorrente da nova tributação sobre o consumo neste primeiro ano.

    O contador mantém papel estratégico como orientador da transição, sem aplicação plena do novo sistema.

    Contexto Geral

    A Reforma Tributária está definida em sua estrutura macro, porém encontra-se em fase de transição e implementação gradual. O cenário exige acompanhamento técnico constante e atenção às publicações oficiais, sem mudanças abruptas na carga tributária ou na rotina fiscal imediata das empresas.

    Atualizações por Período

    Atualização — 26 de janeiro a 03 de fevereiro de 2026

    A Reforma Tributária brasileira seguiu em fase de implementação e ajustes operacionais. No período, órgãos oficiais intensificaram a divulgação de orientações técnicas e esclarecimentos públicos, especialmente voltados a contribuintes, empresas e profissionais da contabilidade. As comunicações partiram principalmente da Receita Federal do Brasil, Ministério da Fazenda e Comitê Gestor do IBS.

    Fase de transição e foco em adaptação

    Desde 1º de janeiro de 2026, o país entrou oficialmente na etapa de transição do novo modelo de tributação do consumo. Conforme orientações da Receita Federal, o primeiro ano possui caráter educativo e adaptativo, direcionado à preparação de sistemas fiscais, treinamentos internos e adequações operacionais.

    O principal ponto reforçado nos comunicados foi a necessidade de destacar CBS e IBS nos documentos fiscais eletrônicos, ainda sem recolhimento efetivo. O objetivo é gerar base de dados, permitir testes tecnológicos e reduzir impactos futuros.

    Documentos fiscais e obrigações acessórias

    De acordo com orientações da Receita Federal, NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e devem conter campos específicos para IBS e CBS.

    O ano de 2026 é tratado institucionalmente como “ano-teste”, no qual o cumprimento correto das obrigações acessórias dispensa a cobrança imediata dos novos tributos, proporcionando segurança jurídica e tempo de adaptação.

    Plataforma digital e governança do IBS

    Houve continuidade na implantação da infraestrutura tecnológica vinculada ao Comitê Gestor do IBS. Comunicados do Ministério da Fazenda destacaram que a plataforma digital de gestão tributária foi estruturada para suportar alto volume de dados fiscais e integração nacional.

    Combate à desinformação

    A Receita Federal reforçou esclarecimentos públicos para combater informações equivocadas associadas à Reforma Tributária, especialmente no que diz respeito à inexistência de tributação sobre transações financeiras ou PIX vinculadas ao novo modelo.

    Expectativas

    O primeiro semestre de 2026 tende a permanecer marcado por ajustes técnicos, atualizações de leiautes fiscais e novas orientações complementares, com expectativa de consolidação operacional gradual a partir de 2027.

    Por Vanessa Mandarano | Portal Educação Netspeed