Atualização do manual da NFAg reforça regras fiscais para contadores

02 de dezembro de 2025 • 5 min de leitura

O Portal da Nota Fiscal de Água e Saneamento Eletrônica (NFAg) publicou, na última segunda-feira (1º), uma atualização no manual de orientações ao contribuinte, trazendo esclarecimentos técnicos relevantes para empresas emissoras e profissionais da área contábil que atuam com esse modelo de documento fiscal.


A nova versão do manual apresenta ajustes em regras de validação e orientações operacionais que impactam diretamente a forma de preenchimento e de controle dos dados fiscais relacionados aos serviços de água e saneamento.


Principais mudanças no manual


  • Entre as alterações destacadas no documento, estão:
  • correção na regra de validação da CBS, possibilitando alíquota zero em operações específicas em áreas incentivadas;
  • definição de que o campo do grupo de Redução de Alíquota (gRed) deve ser preenchido apenas quando houver aplicação de alíquota superior a zero;
  • atualização da explicação sobre o registro de tributo negativo, com orientações mais objetivas sobre o correto lançamento.

O manual também detalha critérios técnicos para a integração entre os sistemas das administrações tributárias estaduais e as plataformas utilizadas pelas empresas emissoras da NFAg, com foco na redução de erros de transmissão e inconsistências fiscais.


Papel do Encat


A atualização foi elaborada pela Coordenação Técnica do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat), entidade que atua em cooperação com o pré-Comitê Gestor do IBS. O material busca padronizar procedimentos e assegurar maior uniformidade na emissão da NFAg em todo o país.


Impacto na rotina contábil


As mudanças exigem atenção redobrada por parte de escritórios contábeis e áreas fiscais. A correta aplicação da alíquota zero, o uso adequado do grupo de Redução de Alíquota e o entendimento sobre o tratamento do tributo negativo são pontos que impactam diretamente a consistência das notas fiscais e a apuração de tributos.


A adoção das orientações atualizadas contribui para:


  • maior segurança técnica nas emissões;
  • redução de riscos de autuação;
  • melhoria no controle dos registros fiscais;
  • alinhamento aos procedimentos oficiais.






Redação Portal Educação com informações adaptadas do  Jornal Contábil