Câmara aprova redução temporária de alíquotas para indústria química e texto segue ao Senado

11 de fevereiro de 2026 • 5 min de leitura

A Câmara dos Deputados do Brasil aprovou projeto de lei complementar que estabelece alíquotas reduzidas de tributos federais para empresas dos setores químico e petroquímico enquadradas em regime fiscal especial durante o período de transição até 2027. A proposta tem caráter temporário e agora será encaminhada para análise do Senado Federal do Brasil.


O texto aprovado define percentuais menores de PIS e Cofins aplicáveis entre março e dezembro de 2026, substituindo regras anteriores que haviam sido vetadas pelo Poder Executivo. A medida busca amenizar o impacto tributário sobre insumos estratégicos utilizados na cadeia produtiva da indústria de base, como derivados petroquímicos e outros produtos químicos essenciais.


Limite de renúncia e caráter transitório


A proposta estabelece teto para a renúncia fiscal prevista para 2026 e delimita a duração do benefício, que será encerrado assim que o limite financeiro for alcançado ou com a extinção do regime especial vigente no setor. Segundo o relator da matéria, a intenção é evitar rupturas abruptas na política tributária e oferecer previsibilidade às empresas enquanto ocorre a migração para o novo modelo fiscal.


Créditos tributários e importações


Além das alíquotas reduzidas, o projeto mantém a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários adicionais para empresas participantes do regime específico, bem como estende os percentuais diferenciados às operações de importação relacionadas aos mesmos insumos.


Argumentos favoráveis e críticas


Defensores da proposta afirmam que o segmento químico possui forte impacto na economia nacional, tanto pela participação no produto industrial quanto pela relevância na cadeia de suprimentos. A redução temporária de encargos seria uma forma de preservar competitividade e estimular investimentos no curto prazo.


Por outro lado, parlamentares contrários apontaram risco de concentração de benefícios e questionaram a necessidade de criação de nova norma antes da análise de vetos presidenciais sobre matérias correlatas.


Com a aprovação na Câmara, o projeto segue para apreciação no Senado, onde poderá receber emendas antes de eventual sanção presidencial.



Redação Portal Educação – conteúdo adaptado – Fonte: Agência Câmara de Notícias