A Receita Federal prevê iniciar, em julho de 2026, a emissão do novo CNPJ em formato alfanumérico para inscrições realizadas a partir dessa data. A implementação deverá ocorrer de forma gradual, com foco inicial em empresas de maior porte e setores considerados mais preparados tecnologicamente.
A informação foi apresentada por área técnica do órgão ao comentar o cronograma de adaptação do cadastro nacional de pessoas jurídicas diante do aumento no volume de registros e das mudanças associadas ao ambiente tributário digital.
Mudança será aplicada apenas a novos CNPJs
O novo padrão combinará letras e números, mas não afetará os registros já existentes. Empresas que já possuem CNPJ continuarão utilizando o formato numérico atual normalmente.
Assim, durante o período de transição, os dois modelos deverão coexistir:
- CNPJ numérico para empresas já constituídas
- CNPJ alfanumérico para novas inscrições realizadas após a implementação
A alteração foi formalizada pela Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024, que definiu as diretrizes para modernização do cadastro.
Implantação deve começar por grandes empresas
Segundo a estratégia em estudo pela Receita, a adoção inicial deverá ocorrer em organizações com maior estrutura tecnológica e integração com sistemas corporativos.
A expectativa é que essa abordagem facilite a adaptação ao novo formato e permita acompanhar o comportamento do mercado antes da ampliação para outros perfis empresariais.
Microempreendedores individuais (MEIs) e empresas menores tendem a ser incluídos em etapas posteriores, conforme cronograma ainda a ser detalhado pelo órgão.
Adaptação de sistemas será principal desafio
O impacto mais relevante da mudança não está na emissão do novo número em si, mas na necessidade de atualização de sistemas internos e plataformas digitais.
Entre os pontos que podem exigir ajustes estão:
- ERPs e sistemas de gestão
- cadastros de clientes e fornecedores
- contratos e rotinas fiscais
- aplicações financeiras e meios de pagamento
- integrações com sistemas públicos
A Receita orienta que ambientes tecnológicos públicos e privados estejam preparados para reconhecer simultaneamente os dois formatos.
Transição deve ganhar escala ao longo de 2026
A expectativa é que a emissão do novo CNPJ avance gradualmente durante o segundo semestre, podendo alcançar volume significativo ainda em 2026.
Segundo estimativas técnicas divulgadas pelo órgão, o processo de implantação completa deverá estar consolidado até 1º de janeiro de 2027, quando o novo modelo já deverá fazer parte da rotina cadastral das empresas brasileiras.
Redação Portal Educação
Conteúdo adaptado com informações Portal Contábeis