Comissão aprova proposta que permite renegociação de dívidas tributárias para MEIs

07 de outubro de 2025 • 6 min de leitura

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 131/2024, que cria uma política de negociação e parcelamento de dívidas tributárias destinada aos microempreendedores individuais (MEIs).


A proposta, de autoria do deputado Clodoaldo Magalhães (PV-PE), busca oferecer uma alternativa para que pequenos empreendedores regularizem suas pendências com a Receita Federal e com as fazendas estaduais e municipais, abrangendo inclusive débitos já inscritos em dívida ativa.


Regras do parcelamento


O texto estabelece que o parcelamento poderá ser feito em até 60 prestações mensais, com as seguintes condições:


  • cada parcela deve corresponder a pelo menos 5% do salário mínimo;
  • a primeira parcela deverá ser quitada no momento da formalização;
  • o valor das parcelas será corrigido pela taxa Selic.

Além disso, o projeto prevê que os governos poderão autorizar reduções de multas, juros e encargos legais durante o processo de negociação.


Prazos e condições


O prazo para conclusão da negociação será de até 60 dias após a solicitação do MEI. O não pagamento de três parcelas consecutivas ou seis alternadas resultará na rescisão automática do parcelamento.


Caso isso ocorra, o microempreendedor poderá solicitar um novo acordo, desde que apresente justificativa sobre a incapacidade de pagamento e um plano de regularização.


Apoio e impacto esperado


Para o relator da proposta, deputado Beto Richa (PSDB-PR), a medida é essencial para garantir a sustentabilidade financeira dos pequenos negócios.


“A proposta leva em consideração a capacidade de pagamento dos MEIs e promove um equilíbrio entre a arrecadação fiscal e a viabilidade econômica dos seus negócios”, afirmou o parlamentar.


Richa destacou ainda que o projeto estimula a formalização de trabalhadores, ao reduzir o medo de endividamento:


“Muitos informais hesitam em se formalizar por receio de não conseguirem cumprir com as obrigações tributárias. Um mecanismo acessível de renegociação ajuda a mitigar esse receio”, completou.


Próximos passos


O PLP 131/2024 seguirá agora para análise das Comissões de Finanças e Tributação, e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso aprovado, será encaminhado ao Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ao Senado Federal.




Portal Educação — com informações adaptadas da Agência Câmara de Notícias