Fim do PERSE eleva carga tributária e desafia empresas de turismo e eventos

19 de setembro de 2025 • 6 min de leitura

O encerramento do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE) trouxe novos obstáculos para empresas de turismo, cultura, gastronomia e entretenimento. Criado durante a pandemia para aliviar os impactos econômicos, o programa garantiu redução ou isenção de tributos para diversos segmentos. Com sua extinção, anunciada após o esgotamento do teto de R$ 15 bilhões em benefícios fiscais em março de 2025, companhias desses setores enfrentam agora uma carga tributária significativamente maior.


Impactos imediatos


A suspensão dos incentivos exige que as empresas reorganizem suas operações. Muitas já avaliam cortes de custos, reestruturações administrativas e até a transferência de atividades para outros países como forma de equilibrar as contas.


O contador Antônio Queiroz, da Queiroz & Venâncio Consultoria, alerta que o novo cenário demanda atenção redobrada:


“Sem os incentivos do PERSE, as empresas precisarão se adaptar rapidamente. O planejamento tributário é essencial para reduzir custos e manter a continuidade dos negócios.”


Setores mais afetados


Embora o turismo e os eventos estejam no centro da mudança, outros ramos também perdem vantagens conquistadas com o PERSE, como bares, restaurantes, parques temáticos e operadores turísticos. O consultor Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade, reforça que as empresas terão que rever urgentemente suas práticas fiscais:


“É hora de revisar o regime tributário, controlar com rigor os impostos e aproveitar incentivos ainda disponíveis. O acompanhamento de um contador especializado pode evitar riscos e garantir competitividade.”


Ajustes necessários


Para lidar com a transição, especialistas recomendam medidas como:

Revisão da estrutura tributária para identificar o regime mais vantajoso;

Controle rigoroso de notas fiscais e apuração de impostos (ISS, ICMS, PIS, Cofins, IRPJ, entre outros);

Gestão financeira e fluxo de caixa, garantindo fôlego em meio ao aumento da carga tributária;

Cumprimento das obrigações acessórias (DAS, DCTF, DIRF e demais declarações), evitando multas e autuações.


 Importância da assessoria contábil


O suporte de profissionais da contabilidade é apontado como peça-chave no cenário pós-PERSE. Além de orientar na escolha do regime fiscal adequado, o contador pode estruturar um plano estratégico que una eficiência tributária, conformidade legal e sustentabilidade financeira.


Com o fim do programa, empresas que antes tinham no PERSE um alívio para se manterem em dia com o fisco precisarão agora adotar estratégias mais consistentes de gestão e planejamento para continuar competitivas.






Fonte: Portal Educação com informações do Jornal Contábil