Folha de pagamento: fim da desoneração aumenta o risco de demissões

19 de maio de 2023 • 5 min de leitura
A não prorrogação da desoneração da folha de pagamento, que termina em dezembro de 2023, deve levar a demissões e à diminuição de contratações, estimou o presidente-executivo da Brasscom, Affonso Nina.

 

A avaliação de Nina ocorreu nesta quinta-feira (18) durante uma apresentação para a imprensa do Relatório Setorial, que compila os dados de fontes diversas, apontando o comportamento do mercado em Tecnologia da Informação de Comunicação (TIC) em 2022 e as tendências perspectivas de investimentos e transformação digital.



Contudo, perguntando se acha que a prorrogação passará, Nina disse estar confiante na aprovação.

 

Há em curso um projeto de lei, apresentado pelo senador Efraim Filho para prorrogar até 2027 a desoneração da folha de pagamentos para dezessete setores da economia.

 

A audiência pública para tratar sobre o assunto está marcada para a próxima terça-feira (23).

 

Nina disse que a Brasscom está articulada com os demais setores para fomentar a prorrogação.

 

“É um  movimento articulado por todos os setores mostrando os benefícios de empregos e arrecadação, porque a desoneração gerou uma base maior, cresceu o bolo. Está sendo bom do ponto de vista de arrecadação também”, ressaltou.

 

Olhando adiante, a intenção é levar a discussão da desoneração para a reforma tributária, porém é algo que entraria em uma segunda fase.

 

“Pregamos que o emprego deve ser o menos oneroso possível; não tributar o emprego”, disse o presidente da Brasscom. Ele adiantou que a associação está formulando um posicionamento mais amplo acerca da reforma tributária. Contudo, independentemente da Reforma Tributária, Affonso Nina defendeu que passe o PL da desoneração. “Se deve estender a desoneração para mais períodos até para dar mais tempo para se discutir esta parte na Reforma Tributária”, completou.

 

 

Com informações do Convergência Digital

 

 

 

Fonte: Portal Contábilidade

 

 

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