O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que amplia gradualmente o período de licença-paternidade para trabalhadores segurados da Previdência Social. A proposta foi aprovada em regime de urgência e agora segue para sanção presidencial.
A medida regulamenta um direito previsto na Constituição Federal de 1988. Atualmente, a legislação mantém o prazo de cinco dias de afastamento, previsto de forma transitória desde a promulgação da Constituição.
Ampliação ocorrerá de forma gradual
De acordo com o Projeto de Lei nº 5.811/2025, a ampliação da licença-paternidade será implementada de maneira progressiva nos próximos anos.
Os prazos previstos são:
10 dias de licença a partir de 1º de janeiro de 2027
15 dias de licença a partir de 1º de janeiro de 2028
20 dias de licença a partir de 1º de janeiro de 2029
O projeto é de autoria da ex-senadora Patrícia Saboya e teve relatoria da senadora Ana Paula Lobato.
Direito também se aplica a adoção e guarda judicial
O texto estabelece que a licença-paternidade será concedida ao empregado sem prejuízo do salário ou do vínculo de trabalho em casos de:
- nascimento de filho
- adoção
- guarda judicial para fins de adoção
A proposta também prevê restrições ao benefício. O afastamento poderá ser suspenso, cessado ou negado caso existam indícios de violência doméstica, abandono material ou outras situações que comprometam a proteção da criança ou do adolescente.
Pagamento do salário-paternidade
O projeto cria regras específicas para o pagamento do chamado salário-paternidade.
- O benefício corresponderá à remuneração integral do trabalhador durante o período de afastamento
- O pagamento será realizado inicialmente pela empresa
- Posteriormente, o valor poderá ser compensado junto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS)
- Microempresas e empresas de pequeno porte também poderão solicitar o reembolso dos valores pagos aos trabalhadores durante o período de licença.
Debate no Congresso
Durante a votação, parlamentares destacaram a importância da participação do pai nos primeiros dias de vida da criança e o impacto da medida na proteção familiar.
A proposta recebeu apoio de diferentes correntes políticas no Congresso e foi considerada um avanço nas políticas de proteção à infância e à família.
Redação Portal Educação
Conteúdo adaptado com informações Agência Senado