NR-1 reforça integração entre RH e contabilidade para prevenir multas e promover saúde mental

17 de outubro de 2025 • 5 min de leitura

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece a inclusão de riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Entre os fatores considerados estão metas excessivas, jornadas prolongadas, assédio moral e conflitos interpessoais, que impactam diretamente o bem-estar dos colaboradores. A obrigatoriedade entra em vigor em 26 de maio de 2026, mas recomenda-se que as empresas iniciem a preparação antecipadamente.


Integração entre RH e contabilidade


O eSocial, plataforma que centraliza informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais, será o canal para envio dos dados do GRO e PGR. Com a inclusão de riscos psicossociais, aumenta o volume e a complexidade das informações, tornando necessária a integração entre:


  • RH interno: monitoramento de indicadores, avaliação de riscos e implementação de medidas preventivas;
  • Medicina do trabalho: análise técnica dos riscos;
  • Contabilidade: cruzamento de dados de afastamentos, atestados e impactos financeiros, garantindo conformidade tributária e consistência das informações enviadas ao eSocial.

A integração entre essas áreas é fundamental para evitar erros nos envios, autuações e impactos no Fator Acidentário de Prevenção (FAP).


Benefícios da implementação estruturada


  • Redução do absenteísmo;
  • Maior engajamento e produtividade das equipes;
  • Ambientes de trabalho mais saudáveis e equilibrados;
  • Melhoria na governança trabalhista e prevenção de passivos legais.

Como se preparar


  • Empresas devem:
  • Mapear riscos psicossociais;
  • Revisar políticas internas e procedimentos de prevenção;
  • Oferecer treinamentos a colaboradores e gestores;
  • Integrar as informações de SST ao eSocial de forma precisa;
  • Pequenas empresas (grau de risco 1 ou 2, até 10 empregados) podem adotar modelos simplificados, mantendo o monitoramento de riscos.

A fiscalização poderá ser feita de forma planejada ou por denúncias, com prioridade em setores de maior incidência de adoecimento mental, como teleatendimento, bancos e saúde.





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