Pesquisa aponta avanço desigual na adaptação das empresas à reforma tributária

03 de dezembro de 2025 • 7 min de leitura

Um levantamento divulgado pela PwC no final de outubro de 2025 indica que a maioria das empresas brasileiras ainda está nos estágios iniciais de preparação para a reforma tributária. De acordo com o estudo, 37% das organizações afirmam que estão apenas começando o processo de adaptação, enquanto 32% já avançaram para fases mais estruturadas. Apenas 10% concluíram a etapa de análise de impacto e planejamento, e outros 9% já iniciaram a implementação das mudanças.


Diferenças por porte da empresa


A pesquisa evidencia uma diferença expressiva entre empresas conforme o faturamento. Organizações com receita superior a R$ 5 bilhões apresentam maior nível de preparação: mais de um terço já realizou análises aprofundadas e uma parcela menor concluiu integralmente essa etapa.


Em contrapartida, empresas com faturamento anual de até R$ 500 milhões demonstram menor avanço, com a maioria ainda sem finalizar estudos técnicos ou planejamento relacionado às mudanças no sistema tributário.


Variação regional no ritmo de adaptação


A preparação para a reforma também varia conforme a região do país. No Centro-Oeste, as empresas ainda permanecem predominantemente na fase inicial. O Nordeste também apresenta alto índice de negócios em começo de adaptação.


Já o Sudeste se destaca como a região mais avançada, com quase um terço das empresas tendo finalizado a etapa de análise de impacto. O dado reflete, segundo o estudo, uma maior estrutura organizacional e investimento em planejamento nessas companhias.


Integração entre áreas é fator decisivo


O levantamento aponta que a adaptação à reforma tributária não depende exclusivamente da área fiscal. Setores como Contabilidade e Tecnologia da Informação aparecem como estratégicos para garantir que os ajustes sejam feitos de forma segura e eficiente. A integração entre equipes técnicas e administrativas é considerada essencial para adequar sistemas, processos e rotinas operacionais às novas exigências.


Apesar da relevância do tema, muitas empresas ainda não sabem se precisarão reforçar o quadro de profissionais. Mais da metade não conseguiu estimar se haverá impacto no volume de contratações. Uma parcela menor acredita que será necessário ampliar equipes, enquanto outra parte entende que não haverá alterações.


Contadores ganham papel estratégico


Especialistas ressaltam que o cenário de transformação fiscal amplia a responsabilidade dos profissionais contábeis, que passam a ter um papel central na orientação das empresas. A atuação do contador deixa de ser apenas operacional e assume caráter consultivo, apoiando decisões relacionadas à reorganização de processos, revisão de tributos e adequação de sistemas.


A leitura antecipada dos impactos e a adoção de planejamento estruturado são apontadas como medidas fundamentais para reduzir riscos e garantir conformidade com a nova legislação.




Fonte: Portal da Reforma Tributária e  Pesquisa da PwC (out/2025)

Crédito editorial: Portal Educação – Netspeed