Projeto propõe incentivo fiscal para doações empresariais destinadas a serviços públicos de saúde

06 de fevereiro de 2026 • 4 min de leitura

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados do Brasil pretende instituir um programa nacional voltado ao fortalecimento do financiamento da saúde pública por meio de incentivos tributários. A proposta autoriza empresas a deduzirem do Imposto de Renda valores destinados a iniciativas vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).


Pelo texto, pessoas jurídicas tributadas pelo regime de lucro real poderiam descontar até 4% do imposto devido ao realizarem doações direcionadas a projetos previamente habilitados. O limite ainda poderia receber acréscimo adicional para ações desenvolvidas em municípios com indicadores socioeconômicos mais baixos, conforme critérios que seriam definidos em regulamentação posterior.


Os recursos obtidos teriam destinação específica e poderiam ser utilizados por hospitais públicos, instituições filantrópicas e organizações sem fins lucrativos em frentes como modernização de infraestrutura, aquisição de equipamentos, capacitação de equipes, pesquisa científica e adoção de soluções tecnológicas, incluindo atendimento remoto.


Integração entre setor público e iniciativa privada


Os autores da proposta defendem que o mecanismo pode ampliar a capacidade de investimento na rede pública sem gerar impacto direto negativo nas contas governamentais, ao estimular a participação voluntária do setor privado. A ideia central é criar um modelo de cooperação que combine esforços do poder público, empresas e sociedade civil para fortalecer o atendimento em saúde.


Para assegurar transparência e controle, os projetos beneficiados passariam por avaliação técnica de comissão ligada ao Ministério da Saúde do Brasil, responsável por acompanhar a aplicação dos recursos e verificar o cumprimento dos objetivos definidos.


Tramitação


O projeto segue análise em comissões temáticas antes de eventual votação em plenário. Para se tornar lei, ainda precisará de aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.




Redação Portal Educação – conteúdo adaptado –  Agência Câmara de Notícias