Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta terça-feira (5) que o Brasil deverá contar com o sistema tributário mais eficiente do mundo após a implementação da reforma tributária.
A declaração foi feita em meio à apresentação dos avanços tecnológicos e estruturais voltados para a execução do novo modelo. Segundo Haddad, o governo destinou R$ 1,6 bilhão ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) para desenvolver um sistema capaz de processar mais de 70 bilhões de documentos fiscais por ano — volume significativamente superior ao do sistema de pagamentos instantâneos Pix.
Estrutura tecnológica e grupos de trabalho
De acordo com o ministro, a implementação do novo modelo tem envolvido ampla colaboração de setores econômicos e técnicos. Foram formados mais de 60 grupos de trabalho: 30 voltados à regulamentação da reforma e 32 focados na aplicação tecnológica das mudanças. No total, cerca de 200 entidades representativas participaram dos debates.
A reforma tributária foi aprovada pelo Congresso em dezembro de 2024 e sancionada em janeiro de 2025. A nova legislação prevê a substituição de tributos sobre o consumo e outras mudanças estruturais, com prazos escalonados para entrada em vigor e necessidade de regulamentações complementares.
Apoio do setor produtivo
Representando o setor industrial, o presidente da Fiesp, Josué Gomes, reforçou a necessidade de um sistema tributário mais equilibrado e previsível, destacando a importância de parcerias internacionais e novos investimentos no país. Segundo ele, o ambiente de negócios brasileiro deve atrair capital estrangeiro, incluindo empresas norte-americanas, que historicamente investem no Brasil.
Com informações adaptadas da Agência Brasil
por Portal Educação
