STF adia julgamento de temas tributários e retira processos da pauta da semana

25 de fevereiro de 2026 • 5 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu alterações na agenda de julgamentos e retirou da pauta desta semana processos tributários considerados relevantes para empresas e profissionais da área fiscal. Entre os temas adiados estão discussões relacionadas à exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins e à tributação de créditos presumidos de ICMS.


Com a mudança, o Plenário passou a priorizar a análise de ações envolvendo pagamentos acima do teto constitucional no serviço público.


Discussão sobre ISS no PIS e na Cofins segue sem nova data

Um dos processos suspensos trata da possibilidade de retirada do Imposto Sobre Serviços (ISS) da base de cálculo do PIS e da Cofins. A tese é considerada desdobramento do entendimento já firmado pelo STF sobre a exclusão do ICMS dessas contribuições federais.


A definição do tema pode gerar impactos relevantes na apuração tributária das empresas, influenciando cálculos, compensações fiscais e revisões de passivos tributários.


Créditos presumidos de ICMS também ficam fora da análise


Outro julgamento adiado envolve a incidência de PIS e Cofins sobre incentivos fiscais estaduais concedidos por meio de créditos presumidos de ICMS.


A expectativa do setor produtivo é que o STF estabeleça um entendimento definitivo sobre o tratamento tributário desses benefícios, tema que ainda gera interpretações distintas e insegurança jurídica para contribuintes.


Prioridade passa a ser julgamento sobre teto remuneratório


Apesar da retirada das pautas tributárias, o STF manteve na agenda a análise da liminar que suspendeu pagamentos que ultrapassem o teto constitucional no serviço público. O julgamento envolve verbas indenizatórias e adicionais remuneratórios concedidos em diferentes esferas da administração pública.


Reflexos para empresas e contadores


Com o adiamento, permanecem indefinições relevantes para o planejamento tributário das empresas. Especialistas recomendam que contribuintes e profissionais contábeis continuem acompanhando a tramitação dos processos, já que futuras decisões podem impactar provisões fiscais e estratégias de conformidade tributária.




Redação Portal Educação

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